Além da moldura
Autora: Késsia Martins de Souza (Curso Técnico em Mecânica Integrado ao Ensino Médio)
Texto classificado em 1º lugar produzido no Concurso de Poemas "Culturas dos Povos Indígenas".
Orientação: Professor Marcos Luis Christo.
Minha história não é decoração de parede.
Ela é a força da mata, é o sangue que ferve e o grito da minha sede.
Me pintaram de um jeito que eu não reconheço.
Tudo isso para garantir visualizações.
Queriam meu silêncio sobre a camada de tinta,
Mas sou a cor viva que no asfalto se pinta.
Não sou apenas a tela, o vidro ou a madeira,
Sou a força que escapa e atravessa a fronteira.
Não é "índio" de livro, parado na fotografia,
É gente que luta, que cria, que faz tecnologia!
Não sou seu enfeite, nem sigo o roteiro,
Eu sou o dono da voz e do meu próprio terreiro.
Sou flecha lançada que o concreto não para,
A verdade nua que choca a vossa cara.
Se o olhar me limita em uma forma pura,
Eu transbordo meus sonhos além da moldura.
Texto classificado em 1º lugar produzido no Concurso de Poemas "Culturas dos Povos Indígenas".
Orientação: Professor Marcos Luis Christo.
Minha história não é decoração de parede.
Ela é a força da mata, é o sangue que ferve e o grito da minha sede.
Me pintaram de um jeito que eu não reconheço.
Tudo isso para garantir visualizações.
Queriam meu silêncio sobre a camada de tinta,
Mas sou a cor viva que no asfalto se pinta.
Não sou apenas a tela, o vidro ou a madeira,
Sou a força que escapa e atravessa a fronteira.
Não é "índio" de livro, parado na fotografia,
É gente que luta, que cria, que faz tecnologia!
Não sou seu enfeite, nem sigo o roteiro,
Eu sou o dono da voz e do meu próprio terreiro.
Sou flecha lançada que o concreto não para,
A verdade nua que choca a vossa cara.
Se o olhar me limita em uma forma pura,
Eu transbordo meus sonhos além da moldura.


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